Mostrando postagens com marcador Teologia reformada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teologia reformada. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A OPRESSÃO DE SER "LIVRE PARA ADORAR"

 Creio que o diabo tem grande interesse em monopolizar três elementos: barulho, pressa e multidões… Satanás está bem ciente do poder do silêncio. - Jim Elliot
Há alguns anos, surgiu no cenário gospel uma música que dizia: “In the secret, in the quiet place… in the stillness you are there…” (algo tipo: “No lugar secreto, no lugar silencioso… na tranquilidade Tu estás…”). A música foi traduzida e cantada em milhões de cultos ao redor do Brasil (Eu te busco, te procuro, ó, Deus… no silêncio Tu estás). Na tradução, essa primeira frase acabou sendo modificada. Até curti e toquei bastante essa música, mas como todo sucesso do mercado gospel que acha seu espaço nas nossas igrejas, logo veio um novo sucesso que tomou o seu lugar e essa foi descartada. Mas tinha sempre uma coisa que eu achava cômico, no mínimo. Era justamente a frase “no silêncio Tu estás…”.
A música afirma que Deus está no silêncio. No refrão, logo depois, ela diz “quero ouvir tua voz…”. Ok, isso seria coerente, não fosse um pequeno detalhe. Quando o verso acaba, a música cresce e explode no refrão, um pop rock BEM acelerado. Não foram poucas vezes em que estive num período de louvor em que bem antes de entrar o refrão, o dirigente gritava umas cinco frases em cinco segundos do tipo: “Agora-levante-e-cante-bem-alto-para-o-Senhor-com-toda-a sua-força-e-tire-o-pé-do-chão-Aleluiaaaaaaaaaa!!!!!”
Mas… não era no silêncio que Ele estava?
16001580Não foram poucas as vezes em que passei por um constrangimento em cultos jovens. Na hora de começar o louvor, o ministério puxa dois ou três versículos picotados de dois ou três Salmos diferentes. Em seguida ele faz uma pequena pregação temática sobre a alegria e a importância de não se calar na adoração. Depois disso ele pede logo que a congregação dê um “glória a Deus” em alto e bom som. Afinal, Deus o merece. Logo após, pede uma salva de palmas. Quando ela é fraca, faz uma chantagem emocional com a gente com algo tipo “nosso Deus não merece mais que isso?”, e então todos, constrangidos, batem palmas mais alto enquanto o dirigente vomita umas frases feitas do tipo “Você é livre do poder do pecado, do poder das trevas, você é livre! Então pule, grite e cante na presença do Pai! Aleluiaaaaaaa!!!!” Baterista dá a contagem, guitarra começa um riff com a distorção pesada e, em alguns casos, as luzes são apagadas para dar clima. Aí começa o pula-pula e corre-corre e gritaria. Se for em retiro então, piora tudo. As cadeiras voam e alguém puxa logo um trenzinho que dá voltas no salão. Afinal, somos livres!
Nessa hora eu estou no canto de pé agarrando o encosto da cadeira ou banco da frente. Geralmente fico bem tenso nesse tipo de ambiente. O volume é alto e eu não gosto. Depois de um tempo já tem gente olhando esquisito para mim como se eu fosse um E.T.. Aí, para piorar, o dirigente manda algo do tipo: “Você aí que está parado, calado e triste, não deixe esse sentimento tomar conta do seu coração e lhe roubar a chance de louvar! Então pule e seja feliz!”
Bem… a essa altura do campeonato, não preciso me preocupar com isso, pois o dirigente bem intencionado já me roubou tanto a liberdade de ficar quieto quanto a chance de louvar de maneira mais modesta. Abaixo a cabeça e fecho os olhos para não ter que encarar ninguém até que a música finalmente pare.
Basicamente, somos orientados e praticamente obrigados a exercer a nossa liberdade de louvor. É uma expressão de liberdade tirânica, pois ela não permite uma outra expressão, senão aquela, somente. Ironicamente, criamos toda uma categoria de músicas mais calmas a serem cantadas em dia de ceia, afinal, a ceia é um momento mais sério, né?
Não quero, com esse texto, dizer que o louvor mais exaltado e animado seja pecaminoso. Nada disso. Como baterista, conheço bem as dinâmicas de um período de louvor e sei que há momentos em que há uma genuína expressão de alegria por parte do povo que deve ser acompanhada de uma música mais alegre e festiva. Tente imaginar um culto de domingo de páscoa que não seja carregado de alegria. Eu pelo menos não consigo fazê-lo. Há quem prefira um culto extremamente formal. Se você assim o preferir, então glória a Deus!
1359654914_put-your-handsA minha crítica, a minha birra, se refere à opressão dessa suposta “liberdade de louvor”, que de livre não tem nada. Por meio dela, milhares de jovens são doutrinados a fazerem o máximo de barulho possível. Quer fazer barulho? Ótimo! Ele só não pode vir a custo do pensamento, da meditação e do silêncio. Nesses cultos raramente há espaço para o silêncio. Pior, quem escolhe se silenciar geralmente é mal visto. Há muitos anos, participei de um período de louvor em que o dirigente pediu que todos os jovens levantassem uma mão bem alto e que a abrissem e fechassem repetidamente, simbolizando a chuva de bênçãos que o Senhor estaria derramando sobre cada um naquela noite, enquanto o grupo de louvor cantava alguma música que falava de chuva. Eu não o fiz, nem uma boa parte do grupo jovem da minha igreja. Ao final da “chuvinha profética”, o dirigente deu uma palavra sobre aqueles que não “invocaram a bênção” e que estavam impedindo que Deus os abençoasse. No momento do intervalo, uma menina mais nova do nosso grupo chegou para mim com certo desespero e me perguntou: “Andrew, naquela hora de levantar a mão, eu não senti paz de fazer aquilo, então não fiz. Será que eu estou trazendo maldição para a minha vida?”
O que me entristece em relação à histeria coletiva cultivada nos cultos (particularmente os de jovens) é a demonização do silêncio e da solitude, como se esses fossem um sinal de afronta a Deus. Muito pelo contrário, o silêncio, a contrição e a solitude talvez sejam o meio em que mais nos aproximemos de Deus. No livro A grande omissão, Dallas Willard diz o seguinte, justamente num capítulo chamado “Convite à solitude e ao silêncio”:
A solitude e o silêncio são as disciplinas mais radicais da vida espiritual, pois atacam mais diretamente as fontes da infelicidade e do mal humano. Estar sozinho é escolher fazer nada – por longos períodos. É abrir mão de todas as realizações, pois o mundo só deixará de ter domínio sobre nós quando entrarmos na quietude que inclui não ouvir nem falar. Quando buscamos a solitude e o silêncio, paramos até de fazer exigências para Deus. É suficiente saber que Deus é Deus e que nós somos dele. Aprendemos que temos uma alma, que Deus está aqui e que este mundo lhe pertence.
Quando praticamos a solitude e o silêncio adequadamente, aos poucos, esse conhecimento de Deus toma o lugar da hiperatividade frenética e presunção que impelem a maioria dos seres humanos, incluindo os religiosos. Não obstante quem somos, esse conhecimento vai tomando conta de nós.
Ou seja, o que Willard está dizendo é que somente quando nos aquietamos perante Deus é que nos aproximamos dele e nos permitimos ouvi-lo, de fato. Inversamente, ao cultivarmos barulho e hiperatividade, estamos sabotando a nossa percepção de Deus. Fazemos tanto barulho que nem Deus consegue mais falar com a gente.
Na Bíblia, temos inúmeros exemplos disso. Para citar apenas um deles, lembre-se do que Jesus fazia nos momentos mais tensos do seu ministério. Ele se retirava, se aquietava. Ele saía de perto da multidão para poder se silenciar e ouvir melhor a voz de Deus.
E nós não fazemos isso também? Quando queremos conversar com alguém e tem música tocando ou televisão ligada, não abaixamos o volume do rádio ou desligamos a TV para dar mais atenção a ela? Então por que que seria diferente com Deus?
Expressões de alegria, um derramamento de sentimentos do nosso coração são errados perante Deus? De maneira alguma. Há algo de errado em se alegrar na presença do Pai? Claro que não, contanto que essa nossa alegria não atrapalhe a voz Dele. Nosso coração, porém, nos engana. Em contraposição à noção mundana de “paz interior”, não existe em nós silêncio e tranquilidade. Dentro de nós há apenas desejos pecaminosos e uma natureza carnal que milita contra Deus. Logo, eu preciso me silenciar para que Ele fale mais alto. O fato de que hoje em dia só permitido ao jovem “ser livre” enquanto ele está “fora do chão” me assusta muito. O padrão de “louvor bom” hoje em dia não só atrapalha o agir de Deus como agride qualquer um que se opõe a Ele.
Eu quero muito ser livre para adorar a Deus. Quero me ver livre do meu pecado, do barulho que habita em mim. Quero que Deus me livre do grito da carne que insiste em me levar para longe dele. Quero ser livre para me aquietar perante o Pai e dizer: “Agora é o Senhor que vai falar e eu que vou ouvir, somente.”
 Andrew McAlister
Testo extraído do blog: O blog do Andrew
http://oblogdoandrew.wordpress.com/2013/11/15/a-opressao-de-ser-livre-para-adorar/

terça-feira, 15 de abril de 2014

A VERDADEIRA CONSAGRAÇÃO

Neste pequeno artigo, quero falar sobre a verdadeira consagração, tendo por base, o texto de Romanos 12:1-2.
Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos: 12. 1,2

Primeiramente, consagração nada tem a ver com Jejum. Jejum é um ato, "sacrifício" que nós fazemos em adoração a Deus (este é o proposito do jejum); mas consagração refere-se a nossa vida diária, totalmente controlada, consagrada e cheia do Espirito Santo (Ef 5:18).
Com base nestes versículos (Romanos 12:1-2), destaco alguns pontos, no que envolve uma verdadeira consagração à Deus.

 


Entregar o Corpo a Deus (V. 1)

Antes de crer em Cristo, usávamos o nosso corpo para prazeres e propósitos pecaminosos. Agora que pertencemos ao Senhor, usamos nosso corpo para a sua glória, tendo em vista o nosso corpo é o templo de Deus (1 Cor 6:19,20), onde o Espirito de Deus habita (Rm 8:9), e onde devemos glorificar e engrandecer a Cristo com ele (nosso corpo), (Fp 1:20,21). Assim como Jesus precisou ter um corpo para realizar a vontade de Deus na terra, nós devemos entregar também o nosso corpo a Cristo, para que por meio dele, a obra de Deus possa ser efetuada (em nós e por nós). Usando todos os nossos membros do corpo como "INSTRUMENTOS DE JUSTIÇA"(Rm 6:13) para o Espirito Santo realizar sua boa obra.

Temos que apresentar o nosso corpo como sacrifico vivo - Há dois "sacrifícios vivos" na Bíblia que ajudam a entender o significado disto. O primeiro é Isaque (Gn 22); e o segundo é o nosso Senhor Jesus Cristo. Isaque colocou-se a vontade de Deus por obediência, e "morreu" para si mesmo, quando sem duvidas ou questionamentos, obedeceu a seu pai. E então, quando saiu do altar ele era um "sacrifício vivo" para a glória de Deus. E Cristo, também por obediência, se entregou por nós, morreu, mas ressuscitou, e é um "sacrifício vivo" levando ainda em seu corpo as marcas do Calvário.
A verdadeira consagração, consiste também no que já foi relatado, entregar o seu corpo ao Senhor, de maneira que para você, nada seja mais valioso, do que seguir a Cristo, e morrer por ele todos os dias. É negar a si mesmo, é tomar a sua cruz, antes que receba a coroa da vitória.
Por isto Paulo apresenta motivos para a consagração:
1- É a atitude certa diante de tudo que Deus fez por nós "misericórdias de Deus...."
2- Esta entrega é o nosso culto racional, ou nossa "adoração espiritual"; significa que quando consagramos nosso corpo ao Senhor, cada dia é uma experiencia de adoração.

Entregar a mente a Deus (V. 2a)



O mundo quer controlar nossa mente, mas Deus quer transformá-la (Ef 4:17-24: Cl 3:1-11). O termo traduzido por TRANSFORMAR neste versículo, é o mesmo usado em Mateus 17:2 "Transfigurar". Que em nossa língua, traduz-se por "metamorfose", que descreve uma mudança que ocorre de dentro para fora. O mundo deseja mudar nossa mente, e então exerce pressão externa. Mas Deus transforma a nossa mente com poder interior. Se o mundo controlar a nossa maneira de pensar, seremos conformados, mas se Deus controla nossa mente, somos transformados (Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Colossenses 3:2)

A consagração também envolve a nossa maneira de pensar e agir. Se formos iguais ao "mundo", nós estaremos se conformando ao mundo, e não se consagrando ao Senhor.

Poderia continuar comentando este versículo, mas diante do conteúdo já exposto, acrescento dizendo que :
Consagração é um ato gradativo (tal como a santificação - até mesmo sinônimo dela), onde cada dia somos controlados por Deus, vencemos os desejos da carne, o mundo e o diabo. Onde colocamos a nossa vida todos os dias, à disposição do Senhor. Consagração implica em separação. É fazer a vontade de Deus. E tudo isto também é obra Soberana e da graça de Deus; não excluindo a nossa responsabilidade, como já exposto.


Hamiltom Freire

sábado, 12 de abril de 2014

RAPPERS CALVINISTAS

Todo mundo sabe que a minha teologia é reformada e que me identifico com os ensinamentos do reformador Francês João Calvino, e que amo as doutrinas da graça. Todos também sabem que sou apaixonado por uma boa música e que não vejo nenhum problema, como também não enxergo nenhum pressuposto bíblico que me impeça de louvar a Deus com os mais variados ritmos. (Ainda que considere de péssimo mal gosto ritmos como o funk e o pagode).
No meu ponto de vista acredito que da Bossa Nova ao Rock, do merengue ao samba, do tango ao rap, todo ritimo musical pode ser considerado bom e serve para louvar ao Criador.
 Hoje no Bereianos eu vi um vídeo que me chamou a atenção. O Video mostra um maravilhoso rap cuja letra trata especificamente da fé reformada.
 Pois é, os chamados rappers calvinistas possuem várias músicas gravadas que incluem referências diretas aos escritos de teólogos como John MacArthur, John Piper, CJ Mahaney, entre outros.
Curtis “Voice” Allen (um dos rappers calvinistas) chegou a gravar no ano passado um rap sobre o Catecismo de Heidelberg, importante documento e declaração de fé reformada criado em 1563. Mas Curtis não está sozinho. Talvez o mais famoso desses “ministros do rap” no momento seja Lacrae (foto), é co-fundador da Reach Records (o selo dos rappers reformados) e líder do ministério Reach Life. Ele tem chamado atenção de meios seculares como a MTV e foi indicado ao Grammy este ano.
Some-se a esta lista Trip Lee, Sahi Linne, Flame, que também usam rimas rápidas e batidas compassadas para fazer verdadeiros sermões em forma de rap. Afinal, muitos estão acostumados a pregar com regularidade em suas igrejas.
Embora esses raps ainda estejam longe de serem adotados durante o período de louvor das igrejas reformadas, tem o apoio de teólogos como D. A. Carson e Anthony Bradley.
O mais surpreendente é ver que esse movimento parece ter influenciado rappers não são cristãos a gravarem músicas falando sobre questões teolígicas, como fez Rhymefest. Algo impensável um tempo atrás já que os grandes nomes do movimento hip hop ficaram conhecidos por suas letras que fazem apologia a violência, sexo, crime e uso de drogas.
Pois é cara pálida, isso é que eu chamo de relacionamento com a cidade e com a cultura.
Renato Vargens


Fonte: http://renatovargens.blogspot.com.br/2011/05/rappers-calvinistas.html

terça-feira, 8 de abril de 2014

SUBMISSÃO DA MULHER À LUZ DA BÍBLIA





Em nossos dias, onde as mulheres tem tido cada vez mais espaço na sociedade e, os movimentos feministas só fazem crescer; então a palavra "SUBMISSÃO" faz muita gente ficar nervoso, com o sangue fervendo.
Diante disto quero tratar neste breve artigo, este assunto tão necessário.




A passagem base que quero usar é 1 Timóteo 2:9-15.



Alguns acusam Paulo de ser machista: "um velho rabugento" que se opunha as mulheres; um "recalcado". No entanto, os que crêem na inspiração e autoridade da Bíblia como sendo a infalível Palavra de Deus, sabem que os ensinamentos contido nesta e em outras passagens, não vem do Apostolo Paulo, mas de Deus. Ou seja, na verdade, não é dos ensinamentos de Paulo que eles não gostam ( nem de Pedro- 1 Pe 3:1-7) mas de Deus, que revelou sua Palavra (2 Tm 3:16,17).
O termo traduzido em 1 Tm 2:11 por SUBMISSÃO, é traduzido também em outras versões como SUJEIÇÃO, que é a mesma palavra usada em Ef 5:21. E significa literalmente "estar em uma posição abaixo dentre uma hierarquia". Por exemplo: Quem já serviu á pátria, por meio de forças militares, sabe que existem hierarquias. O coronel tem mais autoridade que o soldado, óbvio. Mas isto não significa que o coronel seja mais digno do que o soldado. De maneira nenhuma! Ele apenas tem mais autoridade por causa da sua posição.




"Tudo porém, seja feito com ordem e decência" (1 Cor 14:40): este é o principio regulador de Deus em sua criação. Do mesmo modo, se não fosse a hierarquia, haveria confusão nas forças militares, empresas e etc; quanto aos níveis de autoridade. A sociedade seria caótica, se não houvesse submissão das partes de alguns. Os filhos devem se sujeitar aos pais, pois DEUS deu autoridade aos pais para os educar e quando necessário, disciplinar. Os empregados devem estar sujeitos aos seus patrões (Ef 6:6-8, a referencia imediata é a servos domésticos, mas a se aplica aos empregados). Nós temos que estar sujeitos as autoridades governamentais, mesmo que elas não sejam cristãs (Rm 13; 1 Ped 2:13-20). Perceba que SUBMISSÃO, nada tem a ver com SUBJUGAÇÃO; e em nada é humilhante. 


Submissão é reconhecer a ordem de Deus no lar e na igreja em geral. E então seguir esta ordem com amor.

A esposa cristã que se submete de bom grado ao seu esposo, pode desenvolver o que há de melhor - E, se uma mulher tem marido descrente, e ele se dispõe a viver com ela, não se divorcie dele.
Pois o marido descrente é santificado por meio da mulher, e a mulher descrente é santificada por meio do marido. Se assim não fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santos. 1 Co 7:13,14 

(E o marido deve amar a esposa, e ser usado para a edificação e não destruição -Ef 5:18-33).

A submissão, é um fator primordial para o crescimento espiritual e para o ministério; o marido deve se sujeitar a Cristo; os cristãos uns aos outros (Ef 5:21), e a esposa ao marido.
Portanto, a SUBMISSÃO não é vergonhosa, mas sim honrosa, pois cumpre a boa, perfeita, e agradável vontade de Deus.
Hamiltom Freire

-

segunda-feira, 7 de abril de 2014

IDOLATRIA NA IGREJA


“-Amigos, por que vocês estão fazendo isso? Nós somos apenas seres humanos, como vocês.” Atos 14.15


Quando nós ouvimos sobre idolatria, o que vem a nossa mente são ídolos de madeira, de ouro, prata, gesso, metal... Mas quero falar um pouco sobre os ídolos de carne e osso que estão dentro da igreja, entre os cristãos.




Quem são esses ídolos de carne e osso que são tão reverenciados pela igreja? 
São os mesmos que fazem parte dela: pastores, pregadores, músicos...





Recentemente, enquanto explicava sobre os dons do Espírito Santo, o bispo Walter McAlister citou sobre um amigo almejar um “terno cor de laranja” como o que o Benny Hinn usava, e até mesmo imitar os movimentos dele. Foi engraçado, mas é o que acontece muito por aí.  

Hoje em dia parece que há uma “escola” de pregadores. Pois eles quase sempre agem da mesma forma. Usam os mesmo efeitos para fazer a tal “voz de metaleiro”, chamam a atenção da igreja como se estivesse chamando um gatinho: “eeeei, psiiiiu!”, acham que nós não pedimos ao Espírito Santo entendimento e discernimento: “nããao, você ainda não entendeu!”, sempre testam a plataforma do púlpito batendo com um dos pés no chão...
Me diga: há uma escola de pregadores por aí ensinando como agir durante uma pregação/sermão ou isso se chama IDOLATRIA?



Nem vou dizer o quanto essas coisas são desnecessárias e, que formam a boa parte de animadores de auditório que usam terno e gravata com a Bíblia debaixo do braço.
Mas o que faz isso se espalhar como uma doença contagiosa entre o povo de Deus? O cristão olhar alguém e dizer: “Eu também quero ser como ele. Agir como ele. Falar como ele. Usar as mesmas roupas que ele. Ter o mesmo poder que ele."
Ah, por favor! Imitar a Jesus todo mundo acha difícil, não é? Mas fazer malabarismo, dar cambalhotas e piruetas no púlpito acham tão fácil!
E há tantos músicos por aí que fazem do louvor a Deus uma profissão/carreira... Não sei o que é mais grave: os “levitas” (que o leitor saiba o que é verdadeiramente um levita) que buscam fama e idolatria ou os “fãs gospel” que os idolatram e buscam segui-los como uma sombra.

“Não busque ser um pregador famoso; não busque ser conhecido; busque caráter, busque ser igual a Cristo.” Paul Washer.

 Acima, uma imagem de escultura feito de algodão.

Isabel Vizzoni





Para meditação: Atos 14.8-20

E estava assentado em Listra certo homem leso dos pés, coxo desde o ventre de sua mãe, o qual nunca tinha andado.
Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado,
Disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou.
E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós.
E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava.
E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes.
Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando,
E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos.
E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.
E, dizendo isto, com dificuldade impediram que as multidões lhes sacrificassem.
Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto.
Mas, rodeando-o os discípulos, levantou-se, e entrou na cidade, e no dia seguinte saiu com Barnabé para Derbe.



sábado, 29 de março de 2014

CONTRA AS IGREJAS MODERNAS





Era um "culto ao Senhor". Pessoas cantavam em nome de Deus. Batiam palmas. Dançavam. E minha mente se perturbava com perguntas do tipo: "será que estou sendo crítico demais?", "será que o 'Bruno teólogo' deve parar por um momento e apenas 'entrar em comunhão' com os meus irmãos?"

Deus me respondeu no final daquele 'culto'...



Uma breve introdução sobre a missão da igreja

Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Mateus 16:18



Certa vez, quando fui fazer a prova de ingresso no seminário, fui surpreendido com o tema da redação: "Qual a missão da Igreja no mundo?". Apesar de conseguir fazer uma boa redação, fiquei pensando: por que a igreja não medita em sua missão e, por que a missão da igreja não é um tema comum nas conversas cristãs? 
A resposta é simples: a igreja não conhece a sua missão porque a mesma está abandonando as Escrituras.


Analisando Mateus 16:18, vemos que a igreja (representada por Pedro) é edificada sobra a pedra (Cristo é a Pedra - 1 Coríntios 10:4). A edificação da igreja sobre a pedra veio da confissão de Pedro "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!".
Entendemos a partir daí que a igreja de Cristo é confessional e Cristocêntrica.


A igreja moderna não é uma igreja confessional. Está longe de ser Cristocêntrica e busca apenas o seu próprio bem estar. Não conhece a bíblia; conseqüentemente,não a vive e, está muito longe de ser a igreja de Cristo.



Um lixo chamado Igreja Moderna


(Chamarei de igreja moderna aquelas igrejas que não praticam a confissão de Cristo, que tem o dinheiro como o seu deus e que NÃO são fundamentadas nas Escrituras.)

Quando uma igreja está cheia demais, isso só pode significar duas coisas: ou está acontecendo um avivamento genuíno, digno de ser marcado na história para lembranças das gerações futuras ou estão sendo pregadas as mensagens mais heréticas que se pode imaginar.

O culto que me referi na introdução do texto, não foi um culto na minha igreja. Visitei a igreja de alguns amigos e lá tive uma triste experiência. Tão triste que minha namorada, ao meu lado, foi às lágrimas.

Vou expor a partir de agora o perfil de uma igreja moderna, como a que visitei.

  1. Centro de entretenimento



"Venham! Teremos várias atrações! O cantor fulano estará lá! O dançarino ciclano vai falar de Deus com seus movimentos! E no final o pregador fulano de tal trará uma mensagem que ninguém nunca ouviu! "


Quem de vocês nunca ouviram convites assim? Tantas atrações, tantos números. Mas a minha pergunta pra você é simples: e Jesus?

Os defensores da igreja moderna me dirão: Bruno, isso é só uma forma de atrair os perdidos para a igreja; é a forma de traze-los para ouvir a Palavra.

Como diria Luciano Firmino: "o evangelho não precisa de enfeites."
Cristo é o motivo do culto. Ele é a grande e única atração.
O Pastor Paulo Torres Ferreira diz que: "O culto não existe para ser legal. O culto foi feito para glorificarmos ao Senhor, orarmos e ouvirmos a pregação da Palavra de Deus, que nunca soará 'legal' ao condenar os nossos pecados."


Aprendam uma coisa: é Deus quem atrai pecadores.

Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia...
E prosseguiu: “É por isso que eu disse a vocês que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai”.
João 6:44, 65


O entretenimento da igreja moderna em vez de atrair pessoas para a mensagem cristã, tiram o foco de Cristo e exaltam as suas atrações.

   2.  Os obreiros não conhecem a Palavra




Desde o ministro de louvor que diz que é um levita (descendente da tribo de Levi, funcionário do templo judaico), passando pelo irmão que transforma o 'gafanhoto devorador' em um super demônio que não sai nem com jejum e oração - só com ofertas; até chegar no pastor que diz que 'hoje acontecerá o milagre na tua vida' porque basta você determinar dia, hora, forma de atuação que Deus não tardará em fazer a tua vontade assim na terra como no céu.

Os obreiros querem fazer a obra mas não sabem usar as ferramentas. Isso é coisa de igreja moderna. É lamentável!

  3. Sobre os louvores modernos

Antes de qualquer comentário, quero deixar claro que eu não tenho nenhum problema com ritmos musicais. Para mim, todos os ritmos louvam ao Senhor. Você pode louvar a Deus com reggae, rock, forró, samba, rap e etc... desde que haja um senso ético sendo respeitado.

Todos sabemos que as músicas tocadas no culto devem ser congregacionais (Efésios 5:19-20). Agora me responda: será que irmã Maria, aquela idosa de noventa e poucos anos conseguirá cantar o rap junto com o restante da congregação? Creio que não! Logo, se toda a congregação não consegue cantar determinado estilo de música, não cante-o!

A outra coisa que nós e, principalmente os músicos da igreja devem saber é que devemos cantar as Escrituras (Efésios 5:19-20).

Então por que as Escrituras não são mais cantadas na igreja?

Infelizmente, a resposta continua sendo simples: os obreiros não conhecem a Palavra de Deus.

E é por isso que, nessas igrejas modernas, as pessoas ficam cantando porcarias como: "filho meu, tá fugindo de mim...", "quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vão se arrepender... "," restitui, eu quero de volta o que é meu..." e etc...

Paciência!


   4. Substituição da pregação da Palavra por palestras motivacionais







Particularmente e creio que, unanimemente, todos os cristãos verdadeiros contam os segundos para ouvir a pregação da Palavra de Deus. É o momento mais importante do culto. É o momento onde todos se calam para ouvir a mesma voz que criou o universo.

Na minha visita a igreja moderna dos meus amigos, foram cantadas 1 hora e 10 minutos de louvor (louvor que não louva), e restou 15 minutos para a Palavra. Eu já estava angustiado com a falta de Cristo nas canções. Restava-me o doce consolo de ouvir a pregação da Palavra. Confesso que tive medo do que viria pela frente. Mas a Palavra não volta vazia. Eu ansiava por ouvir pelo menos a leitura de um texto com uma breve explicação.

Quando o pregador subiu ao púlpito, ele foi anunciado como 'aquele que traria a Palavra de Deus e algo mais'. Me inquietei. Só a Escritura não basta?

Ao contrário do que eu esperava, ele não pregou nada. Sim, ele não pregou nada! Ele disse que não iria pregar. Resolveu fazer apenas o 'algo mais'. Ministrou durante 15 minutos uma palestra sobre o que devemos fazer para sermos bem sucedidos financeiramente.
A cada ensinamento a igreja dizia "aleluia", "glória a Deus", "Fala Deus"...
Desde o pastor ao membro, todos alegres dando brados de júbilo enquanto a Palavra de Deus era substituída por algo que os agradavam.


Isso é uma tragédia!


Meu conselho à verdadeiros cristãos que estão perdidos dentro dessas igrejas

Lute pelo evangelho com unhas e dentes. Insista em ensinar a sã doutrina. Ore por esses crentes sem conhecimento bíblico que estão distorcendo o evangelho pregado por Cristo. Com amor, critique-os na Palavra.
Se ainda assim, nada mudar, SAIA DESSA IGREJA e procure uma igreja que pregue a sã doutrina.




  Conclusão



Era um "culto ao Senhor". Pessoas cantavam em nome de Deus. Batiam palmas. Dançavam. E minha mente se perturbava com perguntas do tipo: "será que estou sendo crítico demais?", "será que o 'Bruno teólogo' deve parar por um momento e apenas 'entrar em comunhão' com os meus irmãos?"

E o Senhor me respondeu:

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.
2 Timóteo 4:2-5



Bruno Fernandes